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Prefeitura de Salvador e cervejaria são acusadas de trabalho análogo à escravidão no Carnaval

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Prefeitura de Salvador e cervejaria são acusadas de trabalho análogo à escravidão no Carnaval

Ao todo, 4.300 ambulantes foram licenciados para trabalhar no Carnaval.

Por: Salvador Notícias

Foto: Divulgação/MTE

O Ministério do Trabalho resgatou 303 vendedores ambulantes no Carnaval de Salvador, identificando condições análogas à escravidão. Cerca de 20 mil pessoas atuaram na comercialização de produtos nos circuitos oficiais da festa. A Prefeitura de Salvador e a Ambev, patrocinadora exclusiva da venda de bebidas, foram notificadas para apuração de possíveis responsabilidades.

Segundo os auditores, os ambulantes enfrentaram jornadas exaustivas, sem infraestrutura mínima para higiene e descanso, dormindo nas ruas ou em barracas improvisadas. Além disso, relataram dificuldades de acesso a banheiros adequados. Os trabalhadores compravam os produtos da Ambev por preços tabelados e revendiam nos circuitos.

A fiscalização autuou a Ambev, apontando que a empresa controlava a atividade dos ambulantes, configurando vínculo empregatício. Com isso, os resgatados receberam guias para seguro-desemprego e verbas rescisórias. A prefeitura também foi responsabilizada por não garantir condições dignas de trabalho.

A administração municipal alegou ter adotado medidas para melhorar a situação dos ambulantes, incluindo isenção de taxas e instalação de banheiros. O prefeito Bruno Reis classificou as acusações como “insinuação irresponsável” e criticou o governo federal. A Ambev, por sua vez, negou vínculo com os ambulantes e reafirmou seu compromisso com os direitos humanos.

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