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FIEB aponta impactos negativos da Selic alta e defende redução gradual para estímulo à economia

Economia

FIEB aponta impactos negativos da Selic alta e defende redução gradual para estímulo à economia

O nível elevado da taxa de juros desestimula investimentos, reduz a competitividade da indústria e impacta negativamente a geração de emprego e renda.

Por: Salvador Notícias

Foto: Getty Images

A Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB) considera que o aumento da taxa Selic para 13,25% pelo Copom é um endurecimento monetário excessivo, que dificulta a recuperação econômica e cria obstáculos adicionais para o setor produtivo. O alto nível da taxa de juros desencoraja investimentos, prejudica a competitividade da indústria e afeta negativamente a geração de empregos e a renda. Atualmente, a taxa de juros real no Brasil, superior a 8% ao ano, está entre as mais altas do mundo, em um cenário onde a inflação acumulada em 12 meses é de 4,87%, próxima ao limite superior da meta.

Nesse contexto, a política fiscal desempenha um papel crucial na criação de um ambiente propício à redução dos juros. No final do ano passado, o Governo Federal anunciou medidas para controlar os gastos públicos, com impactos de redução de R$ 30,5 bilhões em 2025 e R$ 41,2 bilhões em 2026, reforçando o novo arcabouço fiscal e promovendo maior alinhamento entre as políticas fiscal e monetária. O compromisso com o equilíbrio das contas públicas contribui para a diminuição das expectativas de inflação, reduzindo a necessidade de taxas de juros elevadas para controle inflacionário e criando condições para um ciclo de crescimento sustentável.

Enquanto o Brasil adota uma política monetária restritiva, bancos centrais de países desenvolvidos adotam estratégias mais equilibradas. O Federal Reserve manteve suas taxas inalteradas, e o Banco Central Europeu iniciou um processo de redução, reconhecendo a necessidade de estimular o crescimento econômico. Esse contraste destaca os efeitos negativos da alta taxa Selic no Brasil sobre a atividade produtiva, o mercado de trabalho e o poder de compra da população.

A FIEB reforça a necessidade de reavaliar a política monetária, iniciando um processo gradual de redução da Selic, de forma coordenada com o ajuste fiscal. Uma política de juros mais equilibrada, em conjunto com o compromisso com a responsabilidade fiscal, é fundamental para impulsionar os investimentos, fortalecer a competitividade da indústria e enfrentar os desafios socioeconômicos do país.

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