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12% das famílias brasileiras apostam para tentar aumentar a renda, aponta pesquisa

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12% das famílias brasileiras apostam para tentar aumentar a renda, aponta pesquisa

Estas são algumas das principais conclusões do estudo estudo Consumer 360º da NielsenIQ.

Por: Salvador Notícias

Foto: Istockphoto/Banco de imagens

O pagamento de dívidas se tornou a principal preocupação dos brasileiros, superando até mesmo cuidados com a saúde, a conquista ou manutenção da casa própria, o padrão de vida, a garantia de estudos ou a estabilidade no emprego.

Essa realidade leva dois em cada três lares a buscar alternativas para aumentar a renda, com destaque para os jogos de apostas (incluindo apostas esportivas), que surgem como a segunda opção mais escolhida para complementar o orçamento, atingindo 12,4% das famílias, logo atrás do aumento das jornadas de trabalho (13,1%). Nesse contexto, o gasto com supermercados e itens similares tem sido superado pelas “outras dívidas” no orçamento.

Essas são algumas das principais conclusões do estudo Consumer 360º da NielsenIQ, uma multinacional especializada em medição de consumo. Realizada em agosto de 2024, a pesquisa entrevistou pessoalmente moradores de 8.240 lares nas regiões Nordeste, Sudeste, Centro-Oeste e Sul, abrangendo todas as classes sociais. A amostra representa estatisticamente 56,4 milhões de domicílios no país.

Gabriel Fagundes, líder de pesquisas sobre a indústria da NielsenIQ, observa que “o consumidor e o cenário de mercado estão cada vez mais complexos. Não tem sido fácil para o varejo e a indústria fazerem suas apostas”. Ele explica ainda que “a pressão pelo aumento dos preços tem tornado o consumidor mais cauteloso, focado em quitar dívidas – não necessariamente dívidas atrasadas”.

Nos últimos anos, os gastos com itens secundários, como telefone, internet, lazer e vestuário, aumentaram, representando atualmente 31,4% do orçamento familiar, contra 29,1% em 2017. Em 2024, os gastos com lazer, alimentação fora de casa e bens duráveis (como eletrodomésticos) tiveram alta.

Por outro lado, os gastos com itens primários, como contas de casa, saúde, transporte, educação e pagamentos de automóveis e imóveis próprios, diminuíram, enquanto o montante destinado a “outras dívidas” aumentou.

A pesquisa também analisou quanto as famílias gastam mensalmente com contas atrasadas, carnês e empréstimos. Os dados mostraram que 23% dos lares estão “moderadamente endividados” (com dívidas de até R$ 700 por mês), enquanto 9% estão “altamente endividados” (com dívidas mensais acima de R$ 700).

Entre os 12,4% de lares que fazem apostas, a Mega Sena é a favorita (34%), seguida pelo Jogo do Tigrinho (20%), rifas (14%) e o jogo do bicho (10%). As apostas esportivas são a escolha de 9% dessas famílias, enquanto 5% preferem o bingo e 9% optam por outros tipos de apostas.

A pesquisa também revela que o Jogo do Tigrinho é mais popular entre os “altamente endividados”, enquanto o jogo do bicho é a opção preferida dos “moderadamente endividados”.

A inflação nos preços dos alimentos e produtos de consumo rápido (como bebidas, higiene e limpeza) tem levado os consumidores a diversificar os canais de compra, com um aumento nas visitas aos atacarejos e supermercados grandes (com mais de 1.000 m²).

Gabriel Fagundes explica que o atacarejo tem se tornado uma opção frequente para as compras semanais, indo além do perfil de compras maiores. No entanto, o número de itens adquiridos por visita tem diminuído. Hoje, 37,1% dos consumidores visitam regularmente, ao mesmo tempo, autosserviços, atacarejos, perfumarias e farmácias, uma alta em relação a 33,8% em 2023.

A pesquisa aponta ainda que quase dois terços dos lares (65%) priorizam o dinheiro disponível em vez da lista de compras, ajustando suas aquisições conforme o valor que têm para gastar. Isso explica por que 57% dos entrevistados buscam lojas com promoções.

Quando se trata de marcas, 62% das famílias priorizam o preço em relação à marca, e 60% estão dispostos a trocar de marca se a preferida aumentar de preço.

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